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segunda-feira, 25 de outubro de 2010



Alegoria da , por L.S. Carmona(175253). O véu simboliza a impossibilidade de conhecer directamente as evidências.

 (do Latim fides, fidelidade e do Grego pistia[1] ) é a firme convicção de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.
 como qualquer manifestação de convicção acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, sendo a fé uma forma de convicção, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. A expressão se relaciona semanticamente com os verbos creracreditarconfiar e apostar, embora estes três últimos não necessariamente exprimam o sentimento de fé, posto que podem embutir dúvida parcial como reconhecimento de um possível engano, porém, de relevância pouco conveniente numa certa situação, por exemplo: Um apostador numa casa de jogos tem conciência de que pode perder, mas realiza a aposta mesmo assim pois considera o risco pouco crítico, seja pelo possível prejuízo pouco significativo, pela possível recompensa altamente justificável ou uma junção ponderada dos dois fatores... Em outras palavras "Porque vale a pena arriscar". Da mesma foram é possível confiar, ou acreditar, em alguém sem tercerteza absoluta do retorno por falta de opção, como num pagamento de resgate mediante o sequestro de um familiar.
É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado, umaideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, umparadigma popular social e historicamente instituido, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. Tal sentimento não se sustenta em evidências, provas ou entendimento racional (ainda que este último critério seja amplamente discutido dentro da epistemologiae possa se refletir em sofismos ou falácias que o justifiquem de modo ilusório) e, portanto, alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela comunidade científica como parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da verdade de um postulado. É geralmente associada a experiências pessoais e herança cultural podendo ser compartilhada com outros através de relatos, principalmente (mas não exclusivamente) no contexto religioso, e usada frequentemente como justificativa para a própria crença em que se tem fé, o que caracteriza raciocínio circular, ou até um pleonasmo, posto que acreditar ou ter fé são expressões que designam um mesmo sentimento. Ou seja, "acreditar por fé" significa "acreditar por acreditar".
A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais (tais como reconforto em momentos de aflição desprovidos de sinais de futura melhora, relacionando-se com esperança) e a motivos considerados moralmente nobres ou estritamente pessoais e egoístas. Pode estar direcionada a alguma razão específica (que a justifique) ou mesmo existir sem razão definida. E, como mencionado anteriormente, também não carece absolutamente de qualquer tipo de argumento racional.

Contexto Social

A expressão  pode assumir diferentes conotações que se afastam parcialmente do significado original a depender do contexo quando empregadas pelo discurso coloquial ou técnico, como por exemplo, o legislativo: Garantir, por encargo legal, a verdade ou a autenticidade do texto de um documento ou de um relato, de uma assinatura, etc. Logo, no contexto social podemos identificar algumas variações semânticas da expressão, tais como:

[editar]Má fé

Designa-se má fé quando um indivíduo, ou um grupo de indivíduos, age intencionalmente com o interesse de prejudicar alguém. Como exemplo poderíamos citar uma propaganda enganosa, um contrato desonroso, entre outros.

[editar]Boa fé

Designa-se boa fé quando alguém age de maneira honrosa e com boa conduta. Pessoa que faz o possível para cumprir seu dever. Honrada, Honesta, não engana, não age com dolo. Como exemplo podemos citar um contrato oral, em que as partes se comprometem com algum serviço, e ambas concluem suas partes e aceitam de acordo comum que está realizada.

[editar]Fé pública

Presunção legal de autenticidade, verdade ou legitimidade de ato emanado de autoridade ou de funcionário devidamente autorizado, no exercício de suas funções. Tudo o que for registado possui fé pública. O registador age em nome do Estado quando usa a expressão Dou fé, significando que, o afirmado, transcrito e certificado, é verdadeiro. Visa proteger o terceiro, que contrata, confiando no que o registo publica. Em sentido geral, esse princípio possibilita que o terceiro, realize de boa-fé um negócio oneroso, passando a ter a presunção de segurança jurídica.

[editar]Outras variações populares

Normalmente a expressão popular dar fé significa garantir, assegurar ou transmitir confiança. Em termos gerais significa afirmar como verdade, testificar, autenticar, prestar testemunho autêntico. Da mesma forma, a expressão botar fé, expressa o sentimento de confiança, reconhecimento e aceitação.
Em Cabo Verde o termo tomar fé é o mesmo que tomar conhecimento, notar.

[editar]Contexto religioso

Triunfo da Fé sobre a Idolatria. Jean-Baptiste Théodon (1646–1713)
No contexto religioso, "fé" tem muitos significados. Às vezes quer dizer lealdade a determinadareligião. Nesse sentido, podemos, por exemplo, falar da "fé católica" ou da "fé islâmica".
Para religiões que se baseiam em crenças, a fé também quer dizer que alguém aceita as visões dessa religião como verdadeiras. Para religiões que não se baseiam em credos, por outro lado, significa que alguém é leal para com uma determinada comunidade religiosa.
Algumas vezes, fé significa compromisso numa relação com Deus. Nesse caso, a palavra é usada no sentido de fidelidade. Tal compromisso não precisa ser cego ou submisso e pode ser baseado em evidências de carácter pessoal. Outras vezes esse compromisso pode ser forçado, ou seja, imposto por uma determinada comunidade ou pela família do indivíduo, por exemplo.
Para muitos judeus, por exemplo, o Talmud mostra um compromisso cauteloso entre Deus e osisraelitas. Para muitas pessoas, a fé, ou falta dela, é uma parte importante das suas identidades.[2]
Muitos religiosos racionalistas, assim como pessoas não-religiosas, criticam a fé, apontando-a como irracional. Para eles, o credo deve ser restrito ao que é directamente demonstrado por lógica ouevidência, tornando inapropriado o uso da fé como um bom guia. Apesar das críticas, seu uso como justificativa é bastante comum em discussões religiosas, principalmente quando o crente esgota todas as explicações racionais para sustentar a sua crença. Nesse sentido, geralmente as pessoas racionais acabam aceitando-a como justificativa válida e honrosa, provavelmente devido ao uso da palavra ser bastante impreciso, e geralmente associado a uma boa atitude ou qualidade positiva.
Permanece um ponto merecedor de discussão saber se alguém deve ou não usá-la como guia para tomar decisões, já que essas decisões seriam totalmente independentes das de outras pessoas e muitas vezes contrárias às delas, gerando consequências potencialmente danosas para o indivíduo e para a sociedade de que faz parte. Um exemplo de consequências danosas, curiosamente também fornecido por pessoas que aceitam o uso da fé (em seus casos particulares), são os ataques terroristas, onde a suposição de que a fé é um motivo válido para a crença e a admissão de que o terrorista pode alegar a fé como justificativa do atentado deixa patente a gravidade do problema.

[editar]Fé em Deus

Algumas vezes, fé pode significar acreditar na existência de Deus. Para pessoas nesta categoria, "Fé em Deus" simplesmente significa "crença de alguém em Deus".
Muitos Hindus, Judeus, Cristãos e Muçulmanos alegam existir evidência histórica da existência de Deus e sua interacção com seres humanos. No entanto, uma parte da comunidade de historiadores e especialistas discorda de tais evidências. Segundo eles, não há necessidade de fé em Deus no sentido de crer contra ou a despeito das evidências, eles alegam que as evidências são suficientes para demonstrar que Deus certamente existe, e que credos particulares, sobre quem ou o quê Deus é e por que deve-se acreditar nele são justificados pela ciência ou pela lógica.
Consequentemente a maioria acredita ter fé em um sistema de crença que é de algum modo falso, o qual têm dificuldade em ao menos descrevê-lo. Isso é disputado, embora, por algumas tradições religiosas, especialmente no Hinduísmo que sustenta a visão de que diversas "fés" diferentes são só aspectos da verdade final que diversas religiões têm dificuldade de descrever e entender. Essa tradição dizem que toda aparente contradição será entendida uma vez que a pessoa tenha uma experiência do conceito Hindu de moksha. O que se é acreditado em referência a Deus nesse sentido é, ao menos no princípio, somente a confiança como evidência e a lógica por qual cada fé é suportada.
Finalmente, alguns religiosos - e muitos dos seus críticos - frequentemente usam o termo fé como afirmação da crença sem alguma prova, e até mesmo apesar de evidências do contrário. Muitos judeuscristãos e muçulmanos admitem que pode ser confiável o que quer que as evidências particulares ou a razão possam dizer da existência de Deus, mas que não é essa a base final e única de suas crenças. Assim, nesse sentido, "fé" pode ser: acreditar sem evidências ou argumentos lógicos, algumas vezes chamada de "fé implícita". Outra forma desse tipo de fé é o fideísmo: acreditar-se na existência de Deus, mas não deve-se basear essa crença em outras crenças; deve-se, ao invés, aceitar isso sem nenhuma razão. , nesse sentido, simplesmente a sinceridade na fé, crença nas bases da crença, frequentemente é associado com Soren Kierkegaard e alguns outros existencialistas, religiosos e pensadores.[3] William Sloane Coffin fala que fé não é aceita sem prova, mas confiável sem reserva

[editar]Judaísmo

teologia Judaica atesta que a crença em Deus é altamente meritória, mas não obrigatória. Embora uma pessoa deva acreditar em Deus, o que mais importa é se essa pessoa leva uma vida decente. Os racionalistas Judeus, tais como Maimónides, mantêm que a fé em Deus, como tal, é muito inferior ao aceitar que Deus existe através de provas irrefutáveis.[4]

[editar]Na Tanakh

Na Bíblia Hebraica a palavra hebraica emet ("fé") não significa uma crença dogmática. Ao invés disso, tem uma conotação de fidelidade (da forma passiva "ne'eman" = "de confiança" ou "confiável") ou confiança em Deus e na sua palavra. A Bíblia hebraica também apresenta uma relação entre Deus e os filhos de Israel como um compromisso. Por exemplo, Abraão argumenta que Deus não deve destruir Sodoma e Gomorra, e Moisés lamenta-se por Deus tratar os Filhos de Israel duramente. Esta perspectiva de Deus como um parceiro com quem se pode pleitear é celebrada no nome "Israel," da palavra Hebraica "lutar".

[editar]Cristianismo

Segundo a mentalidade cristã, todo o conjunto dos ensinos transmitidos por Jesus Cristo e seus discípulos constitui a "fé". (Gálatas 1:7-9) A fé cristã baseia-se em toda a Bíblia como a Palavra de Deus, que inclui as Escrituras Hebraicas, as quais Jesus e os escritores dasEscrituras Gregas Cristãs frequentemente citaram em apoio das suas declarações. Segundo estas Escrituras, para ser aceitável a Deus, é necessário exercer fé em Jesus Cristo, e isto torna possível obter uma condição justa perante Deus.

[editar]Novo Testamento

FéFé é acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem, independentemente daquilo que vemos, ou ouvimos".Fé
Na Bíblia, a palavra fé transmite a ideia de confiança, fidúcia, firme persuasão. A fé é "o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem"(Hebreus 11:1), é a convicção de algo subjacente a condições visíveis e que garante uma posse futura, sendo a base de esperança para se ter convicção a respeito de realidades não vistas. Segundo Romanos 10:17 a fé vem pelo aprendizado da bíblia.
Comentando a função da fé em relação ao convénio com Deus, o escritor das cartas aosHebreus traduz fé com a mesma palavra que geralmente aparece em antigos papiros oficiais de negócios, dando a ideia que um convénio é uma troca de garantias que garantam que futuras transferência de posses descritas no contrato. Nessa visão, Moulton e Milligan sugerem a rendeção: "Fé é o título da ação esperada.".[5] Sintetizando o conceito, no Novo Testamento a fé é a relação sobre a auto-revelação de Deus, especialmente no sentido de confidência com as promessas e medo de ameaças que estão nas escrituras. Os escritores evidentemente supõem que os seus conceitos de fé estão enraizados nas escrituras hebraicas. No mais, os escritores do Novo Testamento igualam fé em Deus com crença em Jesus.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em busca da fé.

Ontem conheci um senhor baixinho, barbudo e natural de Anta Gorda que me disse ser Deus. Sou ateu. E sendo um tanto descrente , com uma pitada de hipócrita, acusei-o: "PAGÃO!". Sorrindo ele propôs que perguntasse qualquer coisa, para eu crer no que me dissera. Acredito que as religiões utilizam da falsa esperança para adquirir fiéis... Fiz então uma pergunta que acreditei que receberia uma resposta esperançosa. "O que viemos fazer aqui neste mundo?", indaguei. E com um ar calmo me respondeu: "Nada. Viemos morrer, da forma menos indolor possível, e aproveitar cada minuto que se paasa." Hoje acredito que ele é Deus. O Deus mais legal do que o de qualquer outra crença. Não preciso passar por um ritual chato e(ou) aguentar uma missa de horas, longas horas, horas chatas pra caralho... Mas tem uma semelhança, a única semelhança, é hora marcada para o encontro com meu Deus. Espero cada segundo para esta hora chegar. Todo dia às 18h meu Deus se encontra na mesa do canto do bar na esquina da minha casa. A "missa" dura até alguem cair ou o dinheiro acabar. Está certo que pago muito mais que o dizimo, mas com certeza é muito melhor empregado.
Hoje nada mais sou que um grande beato.

Em Busca da Fé Perfeita: Liberdade Religiosa

Esse tipo de sutileza presente no Estado e na sociedade constrói e alimenta um senso comum de que quaisquer outras expressões religiosas, ou de fé, que não se amparem naqueles símbolos e naquelas lógicas, não são portadoras de sentido divino e não alentam o espírito humano na sua trajetória pelo sentido da vida.
“Afirmava-se e se afirma ainda que o Estado perseguiu e reprimiu macumbeiros, espíritas e umbandistas, e a maior parte dos participantes desses cultos diz que os repressores foram vencidos. Essa idéia está presente em quase todos os discursos, quer de estudiosos ou de mães e pais-de-santo e revela um consenso sobre a história das religiões mediúnicas. Houve uma repressão na origem, mas a crença venceu e conseguiu expandir-se” (Yvonne Maggie)

Não é de hoje que a sociedade brasileira vive um tenso mal-estar na cultura por conta dos princípios da fé religiosa como meio de controle social. Nesse caso, controle social deve ser entendido não só pela gestão do aparato ideológico que regula a norma e a ordem, a moral e a estética, mas, sobretudo, o controle das riquezas e dos meios de produção da nação.
Religião e política caminharam passo a passo nas formas instituídas do Estado brasileiro, são muitos os marcos representativos dessa simbiose. Um deles diz respeito à Constituição de 1824, que estabelece que “a religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império” e, evidentemente, contemplando os interesses das nações amigas (Dom João VI retornara a Portugal em 1821), complementa: “Todas as outras religiões são permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma exterior de templo”. Outro fato que merece consideração foi a crescente simpatia de uma massa de pobres e miseráveis por Antonio Conselheiro (um pregador tido por alguns cronistas da época como um místico visionário), em detrimento do prestígio dos padres e outras autoridades religiosas de sua época. O governo entendeu que aquela massa de gente esmolambada que seguia Antonio Conselheiro ameaçava a integridade do Estado (e seus apêndices) e, em 1896, desencadeou um massacre que exterminou uma população estimada entre 15 mil e 25 mil pessoas.
Pode-se considerar que a reforma pombalina (1759/1769), embora dirigida à educação, com a finalidade de modernizar a Coroa Portuguesa e suas colônias, no caso do Brasil, tenha sido um dos primeiros exercícios de separar os negócios do Estado dos da Igreja. À parte os questionamentos sobre o oportunismo, a ambição e as vaidades do Marquês de Pombal e a sua ação contra a Companhia de Jesus, sua iniciativa não logrou êxito, pois a visão e o modelo de ensino estruturado pelos jesuítas predominaram por muitas décadas e até agora influi na pedagogia e na didática dos dias atuais.
Desta forma, não deve causar espanto, portanto, que embora a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, estabeleça o caráter fenomenológico e antropológico das religiões, em alguns estados brasileiros se tenha estabelecido que o ensino religioso deva ser confessional.
A Constituição Federal promulgada em 1988, se por um lado garante a liberdade religiosa e, portanto, o culto à fé (Artigo 5/VI) por outro traz, logo no seu Preâmbulo, forte exemplo da simbiose entre Estado e religião: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, (...) promulgamos, sob a proteção de Deus (sic), a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.” Entretanto, o Estado laico (Artigo 19/I) aparece com todas as letras da Lei.
O exercício da vida cidadã nos permite verificar – ao observarmos as práticas nos três níveis Legislativos e mesmo em setores dos Poderes Judiciário e Executivo – que a lacidade do Estado é de direito, mas os fatos são outros. A onipresença de crucifixos e do livro da Bíblia em espaços do Estado, destinados ao exercício legislativo de elaboração de leis, à operação do Direito nas suas diversas especificidades e à gestão do Executivo, nos causa a impressão de um profundo vínculo entre aqueles símbolos religiosos e o próprio sentido da coisa pública, como se ela fosse inoperável pela competência científica e política e pelo senso crítico de homens e mulheres nas suas atribuições.
Esse tipo de sutileza presente no Estado e na sociedade constrói e alimenta um senso comum de que quaisquer outras expressões religiosas, ou de fé, que não se amparem naqueles símbolos e naquelas lógicas, não são portadoras de sentido divino e não alentam o espírito humano na sua trajetória pelo sentido da vida.
Embora no Brasil não exista uma tradição de conflitos, enfrentamentos e assassinatos decorrentes de imbricações geopolíticas e religiosas, desde a década de 1970, surgiu e vem se disseminando de forma intensa, uma histeria religiosa, de natureza xenófoba, que se autodenomina evangélica, que utiliza de diversas mídias para estimular a discriminação, calúnias e injúrias, agressões físicas por meio de espancamento e terror, com a destruição de espaços sagrados de outros cultos religiosos, tendo como suas principais vítimas as religiões de matriz africana.
A freqüência com que esses crimes vêm ocorrendo faz com que percam a característica de fenômeno e, banalizados, assumam traços de um modo cultural da sociedade brasileira: a prática e tolerância de crimes em nome de uma religião.
Contrapondo-se a essa tendência, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro realizará no dia 21 de setembro, um domingo, a caminhada “Liberdade religiosa. Eu tenho Fé!” A concentração será na praia do Leme, no Rio de Janeiro, a partir das 9 horas da manhã.
A iniciativa, que tem o apoio e participação de setores das comunidades católica, judaica, mulçumana, cigana, Bahá’i, espírita e de todas as religiões de matriz africana, contará também com a presença de atores, escritores, músicos, sindicatos de diversas categorias profissionais e associações de setores organizados da sociedade civil.
Num magnífico gesto de luta comum contra a discriminação, a caminhada pela Liberdade Religiosa acolherá a passeata Pelo Respeito à Diversidade, promovida pelo Espaço Novo Ser, na orla de Copacabana, que visa reforçar o movimento sócio-inclusivo da Pessoa com Deficiência, em função de seu Dia Nacional de Luta – 21 de setembro.
Estaremos lá pela grandeza do espírito humano e pela liberdade de celebrarmos a fé.
*Éle Semog é Conselheiro Executivo e Diretor Cultural do Instituto Palmares de Direitos Human

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

NOVENA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS !!!


1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á aberto!” Eis que bato, procuro e peço a graça...
Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que peçais ao meu Pai, no meu nome, Ele vo-la concederá!” Eis que ao Vosso Pai, no Vosso nome, eu peço a graça...
Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras, jamais!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça...
Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
ORAÇÃO
Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe.
São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós. – Salve Rainha.

ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA !!!


Santo Anjo do Senhor;
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou
a piedade divina,
sempre me rege,
guarda, governa e ilumina.
Amém

GLÓRIA AO PAI !!!


Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio , agora e sempre.
Amém

SALVE RAINHA !!!

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia
Vida, doçura e esperança nossa, Salve!
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva
A Vós suspiramos, gemendo e chorando
neste Vale de Lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa
Esses Vossos olhos misericordiosos
A nós volvei!
E depois desse desterro,
Mostrai-nos Jesus, bendito fruto do Vosso Ventre
Ó Clemente,
Ó Piedosa,
Ó Doce Sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.