Ontem conheci um senhor baixinho, barbudo e natural de Anta Gorda que me disse ser Deus. Sou ateu. E sendo um tanto descrente , com uma pitada de hipócrita, acusei-o: "PAGÃO!". Sorrindo ele propôs que perguntasse qualquer coisa, para eu crer no que me dissera. Acredito que as religiões utilizam da falsa esperança para adquirir fiéis... Fiz então uma pergunta que acreditei que receberia uma resposta esperançosa. "O que viemos fazer aqui neste mundo?", indaguei. E com um ar calmo me respondeu: "Nada. Viemos morrer, da forma menos indolor possível, e aproveitar cada minuto que se paasa." Hoje acredito que ele é Deus. O Deus mais legal do que o de qualquer outra crença. Não preciso passar por um ritual chato e(ou) aguentar uma missa de horas, longas horas, horas chatas pra caralho... Mas tem uma semelhança, a única semelhança, é hora marcada para o encontro com meu Deus. Espero cada segundo para esta hora chegar. Todo dia às 18h meu Deus se encontra na mesa do canto do bar na esquina da minha casa. A "missa" dura até alguem cair ou o dinheiro acabar. Está certo que pago muito mais que o dizimo, mas com certeza é muito melhor empregado.
Hoje nada mais sou que um grande beato.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Em Busca da Fé Perfeita: Liberdade Religiosa
Esse tipo de sutileza presente no Estado e na sociedade constrói e alimenta um senso comum de que quaisquer outras expressões religiosas, ou de fé, que não se amparem naqueles símbolos e naquelas lógicas, não são portadoras de sentido divino e não alentam o espírito humano na sua trajetória pelo sentido da vida.
“Afirmava-se e se afirma ainda que o Estado perseguiu e reprimiu macumbeiros, espíritas e umbandistas, e a maior parte dos participantes desses cultos diz que os repressores foram vencidos. Essa idéia está presente em quase todos os discursos, quer de estudiosos ou de mães e pais-de-santo e revela um consenso sobre a história das religiões mediúnicas. Houve uma repressão na origem, mas a crença venceu e conseguiu expandir-se” (Yvonne Maggie)
Não é de hoje que a sociedade brasileira vive um tenso mal-estar na cultura por conta dos princípios da fé religiosa como meio de controle social. Nesse caso, controle social deve ser entendido não só pela gestão do aparato ideológico que regula a norma e a ordem, a moral e a estética, mas, sobretudo, o controle das riquezas e dos meios de produção da nação.
Religião e política caminharam passo a passo nas formas instituídas do Estado brasileiro, são muitos os marcos representativos dessa simbiose. Um deles diz respeito à Constituição de 1824, que estabelece que “a religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império” e, evidentemente, contemplando os interesses das nações amigas (Dom João VI retornara a Portugal em 1821), complementa: “Todas as outras religiões são permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma exterior de templo”. Outro fato que merece consideração foi a crescente simpatia de uma massa de pobres e miseráveis por Antonio Conselheiro (um pregador tido por alguns cronistas da época como um místico visionário), em detrimento do prestígio dos padres e outras autoridades religiosas de sua época. O governo entendeu que aquela massa de gente esmolambada que seguia Antonio Conselheiro ameaçava a integridade do Estado (e seus apêndices) e, em 1896, desencadeou um massacre que exterminou uma população estimada entre 15 mil e 25 mil pessoas.
Pode-se considerar que a reforma pombalina (1759/1769), embora dirigida à educação, com a finalidade de modernizar a Coroa Portuguesa e suas colônias, no caso do Brasil, tenha sido um dos primeiros exercícios de separar os negócios do Estado dos da Igreja. À parte os questionamentos sobre o oportunismo, a ambição e as vaidades do Marquês de Pombal e a sua ação contra a Companhia de Jesus, sua iniciativa não logrou êxito, pois a visão e o modelo de ensino estruturado pelos jesuítas predominaram por muitas décadas e até agora influi na pedagogia e na didática dos dias atuais.
Desta forma, não deve causar espanto, portanto, que embora a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, estabeleça o caráter fenomenológico e antropológico das religiões, em alguns estados brasileiros se tenha estabelecido que o ensino religioso deva ser confessional.
A Constituição Federal promulgada em 1988, se por um lado garante a liberdade religiosa e, portanto, o culto à fé (Artigo 5/VI) por outro traz, logo no seu Preâmbulo, forte exemplo da simbiose entre Estado e religião: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, (...) promulgamos, sob a proteção de Deus (sic), a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.” Entretanto, o Estado laico (Artigo 19/I) aparece com todas as letras da Lei.
O exercício da vida cidadã nos permite verificar – ao observarmos as práticas nos três níveis Legislativos e mesmo em setores dos Poderes Judiciário e Executivo – que a lacidade do Estado é de direito, mas os fatos são outros. A onipresença de crucifixos e do livro da Bíblia em espaços do Estado, destinados ao exercício legislativo de elaboração de leis, à operação do Direito nas suas diversas especificidades e à gestão do Executivo, nos causa a impressão de um profundo vínculo entre aqueles símbolos religiosos e o próprio sentido da coisa pública, como se ela fosse inoperável pela competência científica e política e pelo senso crítico de homens e mulheres nas suas atribuições.
Esse tipo de sutileza presente no Estado e na sociedade constrói e alimenta um senso comum de que quaisquer outras expressões religiosas, ou de fé, que não se amparem naqueles símbolos e naquelas lógicas, não são portadoras de sentido divino e não alentam o espírito humano na sua trajetória pelo sentido da vida.
Embora no Brasil não exista uma tradição de conflitos, enfrentamentos e assassinatos decorrentes de imbricações geopolíticas e religiosas, desde a década de 1970, surgiu e vem se disseminando de forma intensa, uma histeria religiosa, de natureza xenófoba, que se autodenomina evangélica, que utiliza de diversas mídias para estimular a discriminação, calúnias e injúrias, agressões físicas por meio de espancamento e terror, com a destruição de espaços sagrados de outros cultos religiosos, tendo como suas principais vítimas as religiões de matriz africana.
A freqüência com que esses crimes vêm ocorrendo faz com que percam a característica de fenômeno e, banalizados, assumam traços de um modo cultural da sociedade brasileira: a prática e tolerância de crimes em nome de uma religião.
Contrapondo-se a essa tendência, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro realizará no dia 21 de setembro, um domingo, a caminhada “Liberdade religiosa. Eu tenho Fé!” A concentração será na praia do Leme, no Rio de Janeiro, a partir das 9 horas da manhã.
A iniciativa, que tem o apoio e participação de setores das comunidades católica, judaica, mulçumana, cigana, Bahá’i, espírita e de todas as religiões de matriz africana, contará também com a presença de atores, escritores, músicos, sindicatos de diversas categorias profissionais e associações de setores organizados da sociedade civil.
Num magnífico gesto de luta comum contra a discriminação, a caminhada pela Liberdade Religiosa acolherá a passeata Pelo Respeito à Diversidade, promovida pelo Espaço Novo Ser, na orla de Copacabana, que visa reforçar o movimento sócio-inclusivo da Pessoa com Deficiência, em função de seu Dia Nacional de Luta – 21 de setembro.
Estaremos lá pela grandeza do espírito humano e pela liberdade de celebrarmos a fé.
*Éle Semog é Conselheiro Executivo e Diretor Cultural do Instituto Palmares de Direitos Human
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
NOVENA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS !!!
1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á aberto!” Eis que bato, procuro e peço a graça...
Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que peçais ao meu Pai, no meu nome, Ele vo-la concederá!” Eis que ao Vosso Pai, no Vosso nome, eu peço a graça...
Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras, jamais!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça...
Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
ORAÇÃO
Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe.
São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós. – Salve Rainha.
ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA !!!
Santo Anjo do Senhor;
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou
a piedade divina,
sempre me rege,
guarda, governa e ilumina.
Amém
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou
a piedade divina,
sempre me rege,
guarda, governa e ilumina.
Amém
GLÓRIA AO PAI !!!
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio , agora e sempre.
Amém
SALVE RAINHA !!!
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia
Vida, doçura e esperança nossa, Salve!
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva
A Vós suspiramos, gemendo e chorando
neste Vale de Lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa
Esses Vossos olhos misericordiosos
A nós volvei!
E depois desse desterro,
Mostrai-nos Jesus, bendito fruto do Vosso Ventre
Ó Clemente,
Ó Piedosa,
Ó Doce Sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
Vida, doçura e esperança nossa, Salve!
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva
A Vós suspiramos, gemendo e chorando
neste Vale de Lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa
Esses Vossos olhos misericordiosos
A nós volvei!
E depois desse desterro,
Mostrai-nos Jesus, bendito fruto do Vosso Ventre
Ó Clemente,
Ó Piedosa,
Ó Doce Sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
AVE MARIA !!!
Ave-Maria, cheia de graça!
O Senhor é convosco
Bendita sois vóis entre as mulheres
E Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus
Santa Maria Mãe de Deus,
Rogai por nós os pecadores
Agora e na hora de nossa morte. Amém
O Senhor é convosco
Bendita sois vóis entre as mulheres
E Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus
Santa Maria Mãe de Deus,
Rogai por nós os pecadores
Agora e na hora de nossa morte. Amém
PAI NOSSO !!!
Pai Nosso, que estais no Céu
Santificado seja o Vosso Nome
Venha a nós o Vosso Reino
Seja feita a Vossa Vontade,
Assim na Terra como no Céu
O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a
Quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação
Mas livrai-nos do Mal.
Santificado seja o Vosso Nome
Venha a nós o Vosso Reino
Seja feita a Vossa Vontade,
Assim na Terra como no Céu
O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a
Quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação
Mas livrai-nos do Mal.
Amém
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